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13 de Agosto de 2020

Todos pelo Miguel

Algum advogado poderia ajudar a saber sobre os direitos do Miguel?

Jornalista Inclusivo
Publicado por Jornalista Inclusivo
ano passado

Vitima de disparo acidental de arma de fogo em 2018, Miguel Costa Correia é exemplo de superação. O projétil que atravessou seu crânio.

Morador de Itatiba/SP, Miguel é um garoto de sorriso fácil, muito inteligente e sempre gostou de fazer amizades. Exemplo na escola, terminou o ano letivo de 2017 com média de 9.5 em matemática.

Carinhoso, pacífico e apaixonado por esportes, Miguel foi atendido na Santa Casa de Misericórdia de Itatiba/SP. Passou 23 dias na UTI, e mais cerca de 40 dias internado. Depois foi para casa com sua família, onde tem se recuperado.

Hoje com 13 anos, o menino que pintava muito bem, sempre respeitoso e com um coração que não cabe no peito, vive numa cadeira de rodas e não consegue falar.

De família humilde, Miguel vive com o pai Aleksandro, que é marceneiro, sua mãe Márcia, que trabalha vendendo as mesas de sinuca feitas pelo marido, e sua irmã Aleksandra, que estuda e ajuda nos cuidados do irmão.

Mas com complicações neurológicas e físicas, seus pais não têm condições financeiras para arcar com os altíssimos custos dos tratamentos e medicamentos.

"Agradeço a Deus por ter ele conosco. Tenho aprendido muito com ele nesses tempos difíceis", explica Aleksandro. Ele conta que quando Miguel teve alta do hospital, recebeu a visita de políticos em sua casa, com promessas nunca cumpridas. "Prometeu uma cadeira de rodas pra ele e não deu, mas Deus tem nos sustentado", conta.

Em busca de seus direitos, pois todo Governo tem a obrigação de garantir qualidade de vida da pessoa com deficiência, como informa a LBI - Lei Brasileira de Inclusão (Lei Nº 13.146/2005 - Estatuto da Pessoa com Deficiência), o pai Aleksandro já fez vários requerimentos na Prefeitura de Itatiba, mas foram em vão.

Mesmo assim, ele até postou vídeos nas redes sociais, também em vão, entre outras diversas ações.

Para garantir uma vida com o mínimo de qualidade para Miguel, existe uma campanha de financiamento coletivo na Internet para minimizar os gastos financeiros.

"Grande é Deus, e Ele foi nos sustentando através de pessoas conhecidas outras desconhecidas e assim até uns 8 meses", conta Aleksandro que continua:

"Após isso, começou vir um pouco de ajuda da Prefeitura, que hora manda e hora não manda ajuda. Já levei meu filho em instituições de reabilitação, mas dizem que ele não se encaixa, ou que devemos esperar ter vagas", finaliza.

Este texto é mais uma tentativa desesperada de uma família que não sabe a quem recorrer para fazer valer as Leis, e obrigar a Prefeitura a custear o tratamento e os remédios do garoto.

Nesse mais de um ano, desde o incidente, além dos amigos, somente o amor e a fé tem ajudado essa família.

Por isso, por favor, contribuam com a campanha "Todos pelo Miguel", clicando neste link: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/todos-pelo-miguel-miguel-costa-correia.

Por Rafael Ferraz, jornalista tetraplégico, militante da causa da pessoa com deficiência.

Conheça mais nas redes sociais, neste link: http://bit.ly/TodosPeloMiguel

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